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8 de fevereiro de 2019

Damares Alves pede atenção especial a templos religiosos destruídos na tragédia da Vale

O ministério sob comando de Damares ficou responsável pela Funai (Fundação Nacional do Índio). “Foi um momento de muita emoção o encontro com os membros das comunidades quilombolas e com o povo indígena pataxó, que foram alcançados com o rompimento da barragem! Vamos acompanhar as iniciativas de acolhimento e reparação de danos aos povos tradicionais, vítimas da tragédia”, disse a ministra.

Ministra Damares Alves abraça índia pataxó em Brumadinho. (Foto: Reprodução/Twitter)

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves esteve em Brumadinho na manhã de quinta-feira (07) para acompanhar os trabalhos que estão sendo feitos na cidade atingida pelo rompimento da barreira de rejeitos da mineradora Vale.

Damares esteve na prefeitura onde se reuniu com autoridades locais, com os militares do Corpo de Bombeiros e com agentes da Defesa Civil mineira. A ministra pediu atenção aos templos religiosos destruídos na tragédia, de todas as crenças e às escolas.

“Estamos sendo duros com a Vale, que isso fique bem claro. O governo federal está acompanhando de perto e esse ministério vai acompanhar os desdobramentos e as cobranças serão feitas”, disse.

As igrejas de Brumadinho estão unidas e têm se mobilizado para ajudar em várias frentes, tanto social quanto espiritual.

O apoio das igrejas tem sido amplo, além de ações sociais com arrecadações de roupas, remédios e água, há um grande envolvimento de apoio espiritual, com visitas a casas e orações”, destacou a presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Brumadinho, a pastora Maria da Conceição Lima dos Santos.

Damares Alves pede atenção especial a templos religiosos destruídos na tragédia da Vale.

A ministra também esteve no bairro do Córrego do Feijão, um dos mais afetados pela avalanche de lama.

O ministério sob comando de Damares ficou responsável pela Funai (Fundação Nacional do Índio). “Foi um momento de muita emoção o encontro com os membros das comunidades quilombolas e com o povo indígena pataxó, que foram alcançados com o rompimento da barragem! Vamos acompanhar as iniciativas de acolhimento e reparação de danos aos povos tradicionais, vítimas da tragédia”, disse a ministra.

“Não houve vítimas fatais, porém, os indígenas estão sendo afetados, considerando que o rio foi contaminado e eles dependem dele para sobreviver”, afirmou a ministra, em nota divulgada após reunião com o prefeito de Brumadinho, Avimar de Melo Barcelos.

Na quinta-feira (07), o número de corpos resgatados da lama que vazou da barragem subiu para 157, segundo comunicado conjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, bombeiros e da Vale divulgado.

As equipes de busca procuram por 182 desaparecidos. Dos 134 corpos identificados pelo Instituto Médico Legal, 75 são de funcionários da Vale. Dentre os desaparecidos, 55 são empregados companhia e o restante são terceirizados ou moradores de Brumadinho que não tinham nenhum vínculo com a empresa.